sábado, 17 de outubro de 2009

"Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado...".



Bueno. Em pleno sábado à noite, ao som de Chico, me ponho a escrever. Indescritível é o que sinto agora. A interpretação fria dele em "Construção", transparece sua indignação e sede por mudanças. Interessante. Em 69 ele esteve exilado na Itália, o que reafirma sua visão crítica incrível da sociedade.
Conflitos, conflitos: estes só acontecem pelo mal relacionamento entre seres-humanos. Somos em geral, complicados. As profissões que analisam o comportamento humano existem há tempos. O próprio Sêneca, lá na Roma antiga, era conselheiro e "psicanalista" do gran César.
Blá, blá.
Vamos admitir uma questão: quando é estabelecida uma relação de amizade, os colaboradores desta querem se sentir bem. Ninguém busca relações extracorpóreas (além dos heterônimos e das conversas internas)para ser infeliz e sofrer. Queremos uma alquimia; troca de interesses e informações, o sentimento é consequência disso. "Ama-se o desejo, não o desejado"; é isso que afirma mí querido Nietzsche.
Com quem, então, "limpar a chaminé" (ou desabafar, o médico Breuer referindo-se a um tratamento que fez com sua paciente Anna O. no livro "Quanto Nietzsche chorou"; pouco ficctício)?. Desabafe consigo mesmo, meu caro. Nossa mente é o maior diário, baú dos segredos, banco que pode existir. Só nós temos acesso à ela.

No mais, estimo que assistam a qualquer vídeo do Chico cantando "Construção", para compreenderem do que eu trato.

Passem bem,

Clarice S.

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