quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cancele a minha inscrição para a ressureição!


Estamos inseridos em uma sociedade onde agora não é mais "cada um por todos" e quiçá nem mais Deus está conosco. Os antigos valores estão cada dia sendo deixados para trás, substituídos por novidades sempre mais atrativas. Inovações essas que nos trazem tamanho conforto e comodidade, que até nosso pensamento está se tornando "confortado".
Em busca de mais bens pessoais, mais satisfação individual e realizações, nos tornamos a cada minuto que passa um pouco menos livres. Tornamo-nos algemados, presos por nossas próprias criações; deixamos que nossos desejos se sobrepusessem ao que realmente importa em sociedade: nossos semelhantes.
A busca incessante por coisas palpáveis (físicas) nos tornou individualistas. Até mesmo a coletividade só nos beneficia se for algo que pudermos tocar e que nos traga proveito positivo. Nossas bases tem suas raízes em culturas onde o mais importante é a sobrevivência. Bem, isso era o que costumávamos pensar. Um objeto de desejo não é precisamente necessário... A propósito: não era.

-Escrito em um lapso do sono.


Aprendi com inúmeras situações que há quem precise mais da cooperação de quem nos cerca do que da verdade. Embora seja mais fácil mentir e ser aclamado, sempre há alguém que desconfia; e querendo ou não, a mentira, se mal contada, um dia aparece. O mais interessante é que essas pessoas velhacas sempre acham que todos estão acreditando em suas mentiras, por isso permanecem com seu pseudo-ato-de-manipular-criaturas; o que continua nos dando algum assunto manjado para debater aqui no Blog.
Obrigada, velhacos malandros!


Samantha.


"(...) Mas dizei-me, meus irmãos, se à humanidade ainda falta um fito, não será porque também falta, ainda, a própria humanidade? Assim falou Zaratustra".
F. W. Nietzsche, em "Assim falou Zaratustra", pág. 75.

Complementando-o: e o que eu, ser humano e cidadão de Gaia, faço para mudar tal dinâmica social?

Só...
Pensem nisso.

Clarice S.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009




Saudações, caros leitores.

Pensem em liberdade... Sei que virá à cabeça de muitos a imagem de um carro conversível aberto em cima, você o dirigindo com os cabelos ao vento. Que irracional, ser humano. "Liberdade" é o que nós, brasileiros, vivemos hoje (diria comodismo).

A população, de modo geral, gosta de representantes/líderes marcantes. Esses oferecem segurança à população; no sentido de serem firmes em suas decisões (já que a maioria chegou ao poder através de um golpe militar) e possuem um forte exército à sua disposição. Hitler chegou à administração alemã basicamente na 2ª Guerra Mundial. O que a Alemanha precisava era de um governante forte, que soubesse dominar o povo e o exército. Bueno. Até aí tudo bem. O seu problema foi se focar no extermínio de "pessoas inocentes"; os judeus (matou 6 milhões deles), a fim de igualitar o mundo em uma mesma raça, a raça ariana (UTOPIA de Hitler). Curiosidade: seu ódio pelos judeus tem motivo (não que seja justificável); vai de durante o início de sua carreira trabalhista até quando tal povo não quis financiar a 2ª Guerra para Adolf.
Nos regimes militares, o povo de um país que vivia em democracia (mesmo que substancial) perde certa extensão de liberdade. Liberdade opinativa (protestos eram feitos, mas havia repressão) e vital. A ditadura é uma espécie de dogma; quase que inquestionável. Portanto, quando a população elege o representante e tem o direito de destituí-lo do poder (conceito estabelecido na Proclamação da República norte-americana), tem também o direito, se não o dever, de lutar em prol dos seus direitos.

“E onde começam os direitos humanos? Em lugares próximos a nossa casa – mas tão próximos e tão pequenos que não são vistos em nenhum mapa mundi. É o mundo do indivíduo; dos vizinhos com os quais convive; da escola ou da universidade onde estuda; da fábrica, do galpão ou do escritório onde trabalha. Estes são os lugares onde todo homem, mulher, velho ou criança, busca igual justiça, iguais oportunidades, igual dignidade, sem discriminação. E, a não ser que estes direitos tenham importância aí, não terão em nenhum outro lugar. Sem ação para defesa dos direitos próximos, buscar-los-emos em vão, em um mundo mais amplo”.
Eleanor Roosevelt.





Questionem, meus caros. Afinal, vocês tem o direito de fazê-lo.
See ya,

Clarice S.

sábado, 17 de outubro de 2009

"Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado...".



Bueno. Em pleno sábado à noite, ao som de Chico, me ponho a escrever. Indescritível é o que sinto agora. A interpretação fria dele em "Construção", transparece sua indignação e sede por mudanças. Interessante. Em 69 ele esteve exilado na Itália, o que reafirma sua visão crítica incrível da sociedade.
Conflitos, conflitos: estes só acontecem pelo mal relacionamento entre seres-humanos. Somos em geral, complicados. As profissões que analisam o comportamento humano existem há tempos. O próprio Sêneca, lá na Roma antiga, era conselheiro e "psicanalista" do gran César.
Blá, blá.
Vamos admitir uma questão: quando é estabelecida uma relação de amizade, os colaboradores desta querem se sentir bem. Ninguém busca relações extracorpóreas (além dos heterônimos e das conversas internas)para ser infeliz e sofrer. Queremos uma alquimia; troca de interesses e informações, o sentimento é consequência disso. "Ama-se o desejo, não o desejado"; é isso que afirma mí querido Nietzsche.
Com quem, então, "limpar a chaminé" (ou desabafar, o médico Breuer referindo-se a um tratamento que fez com sua paciente Anna O. no livro "Quanto Nietzsche chorou"; pouco ficctício)?. Desabafe consigo mesmo, meu caro. Nossa mente é o maior diário, baú dos segredos, banco que pode existir. Só nós temos acesso à ela.

No mais, estimo que assistam a qualquer vídeo do Chico cantando "Construção", para compreenderem do que eu trato.

Passem bem,

Clarice S.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eu realmente não sei o que escrever aqui hoje. Era pra ser uma válvula de escape, para contar sobre indignações, aflições, temores, alegrias... Mas vejo que está sendo mais difícil do que pensei que seria. Uma pelo egocentrismo desenfreado, outra pela falta de assunto. Mesmo embora não tenha ido estudar hoje à noite, não consegui ler ou ver nada que me interessasse. Fiz um trabalho sobre um escritor espanhol, Lope Felix de Vega Carpio, mas por ser um autor de épocas do descobrimento não consegui nem se quer lutar um pouco para entender suas poesias em espanhol, pois não as encontrei.
Sobre poesias... Eu pensei que "As Flores do Mal" de Charles Baudelaire, seria mais interessante. Por ser um autor com características simbolistas, e eu não ter tomado conhecimento disso antes, li quase na íntegra sua obra e não me agradou. Não comentarei sobre o livro, porque não sou uma crítica literária e creio que não tenha argumentos suficientes para tal. Ao menos serviu como experiência e como dica aos possíveis leitores.

Agora que se dane a literatura. Algumas músicas do Within Temptation são muito boas. Fazem lembrar de noites solitárias à luz da lua, de campos e florestas pouco densas. Até uma fogueira está incluída. Típico do Gothic Metal? Sabe-se lá. Apesar do estilo em questão, em letras, fugir um pouco à realidade, sua melodia é boa pro lado dramático/triste da alma. Outra dica.

Clavicula Nox - Therion

Não gostou? Opine. Os comentários podem ser anônimos, e qualquer crítica construtiva será bem-vinda.

Samantha.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

“Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.” - Clarice Lispector