
(...) Mas, voltando a falar sobre o tema principal: alguma vez você já se perguntou o porque de certas pessoas serem felizes sendo o que todas as outras abominam? Ou, se você um dia não desejou ser algo que você mesmo abominava?
Certas vezes a inveja também me consumia. Essa foi a razão principal de ser o que sou hoje. A outra razão foi curiosidade.
Se algum dia minha história de vida importar e me perguntarem se eu vivo feliz sendo uma criatura abominável, direi que sim, e não ligo pra o que irão pensar de mim. O olhar invejoso e indignado das “criaturas comuns” me causa um êxtase talvez até maior do que qualquer droga que já provei. “Ah, então você acha bonito ser feio?” Talvez só porque sua lógica diz que “não é feio ser bonito”, eu não acho o contrário, coisa normal a ser feita. Porém, como sou abominável, tenho um álibi.
Sua mente não acompanha o meu raciocínio talvez. Pode ser que eu não me expresso direito porque meus neurônios estão cozidos ou nem mais existem, ou você, não olha com freqüência da sua janela e percebe o que acontece mundo afora. A minha real intenção foi abusar da sinceridade comentando o que já estava entalado há um tempo. É o que muitos pensam, muitos querem falar, mas para poucos isso deixa de ser somente um surto humanitário que lhes tomou a cabeça.
O fato é que talvez você nunca mais vá encontrar alguém como eu, à beira de uma crise de abstinência, que fique sentada no meio-fio de uma rua residencial conversando até o sol nascer. Talvez eu precise de um cigarro.
Samantha.
Ps. In memory off you, it feels so dark inside... Waiting till the morning light. Hurts my soul, it kills my mind, daughter.

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